sábado, fevereiro 14, 2009

Vale a intenção


Hoje roubei todas as rosas dos jardins
e cheguei ao pé de ti de mãos vazias.
Eugénio de Andrade

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

Espero


Olhas-me todos os dias e eu, pacientemente, sorrio a espera que me digas alguma coisa.

sábado, fevereiro 07, 2009

Vale o seu sentido

Ontem passei alguns momentos de reminiscência. Ouvi, de forma doce e apaixonante, histórias, estudos, compreensões sobre as analogias, ora simples, ora complexas, dos ensinamentos que podemos tirar sobre historietas.
Outro dato importante foi o da compreensão. Para compreendermos o quer que seja, é necessário que o discurso que ouvimos/lemos, seja, obrigatoriamente, fluente, correcto, harmonioso e apropriada a um determinado receptor.
Linguística com mais três ou quatro regras de retórica fazem o sucesso.
Tal processo pode adequar-se a qualquer discurso. Do mais eloquente/ científico, à conversa mais corriqueira, que por vezes pode se transformar em algo perigoso, pois as palavras por má utilização, ou por má compreensão, podem tomar formas, como os cristais, como dizia Eugénio.
Por isso prefiro tomar uma atitude radical, mesmo magoando as pessoas, prefiro ser directo, prefiro ser conciso. Tomo a forma do discurso que me é dirigido respondendo à letra. É a forma que tenho de me fazer valer pela minha capacidade discursiva. É a forma que tenho para demonstrar que compreendo a mensagem e que sei por um ponto final no assunto. É a forma que tenho de escolher quem eu quero do meu lado. Parece complexo, mas através da intenção comunicativa, podemos criar laços, ou simplesmente, desfazê-los. Podemos acompanhar ideias, pessoas, relacionamentos, ou pô-los de parte.
Por outro lado, podemos ficar quedos, calados, mas não é uma questão de incapacidade discursiva. É, antes de mais, a forma que temos de manifestar a repulsa de certas ideias.

O sol não está para estudos de Pragmática, mas, sim, para ser aproveitado*

sexta-feira, fevereiro 06, 2009

Vagarosamente

Há dias assim.
Acorda-se com o sol nos pés, arrastamo-nos para o banho e de seguida lemos coisas com muito pouco interesse para alguns, com um chávena de chá.
Passa-se por sites banias, lê-se o horóscopo, vê-se a previsão para o tempo, toma-se mais chá.
A dada altura, pensa-se sobre a noite de sexta, programa-se o sábado, com a azafama das pessoas à minha volta, chegando a não tirar conclusões absolutamente nenhumas.
Instala-se um dilema: levantar-se, pois acabou o chá.

Intemporalidade

IV Centenário do Nascimento

terça-feira, fevereiro 03, 2009

 Sobre a mão Se pegasses na minha mão e me guiasses pelo Parnaso, Os meus dias seriam menos sedentos e sombrios, Sem os espasmos de sofr...