Lê-se e ouve-se muito sobre a educação e a sua queda ao longo dos anos.
De facto, as coisas já não são como antes e a pessoa que faz este paralelismo foi há muito pouco tempo aluno, há muito pouco esteve sentado a frente de um quadro a decorar as correntes literárias, as regras da gramática latina e tentar compreender algumas estratégias bélicas da história. Há muito pouco tempo fui aluno e agora fico coberto de giz e cheio de dores de cabeça, provocada pelo: cala-te, vira para frente, quem não entendeu?
Há dias que saio da escola com o peito cheio, feliz por uma estratégia não ter abortado, pela explicação gramatical ter surtido efeito à primeira, por ver nos meninos a vontade de ler a frente da sala um poema. Infelizmente, também há dias que saio desmotivado, cansado, mordido pela inveja dos dias dourados, que me assombram numa única pergunta: onde foi que falhei?!
Acredito que o interesse dos nossos alunos não sejam as mais verdejantes, mas com empenho do professor e a capacidade de adequar os conteúdos às estratégias, são uma bela ponte sólida para os cativar.
Por isso, não me canso de martirizar perguntando-me vezes sem conta, como que me auto-flagelando: onde foi que eu errei - juntando – e como conseguirei dar volta à situação?
terça-feira, maio 05, 2009
Estratégias
domingo, maio 03, 2009
Descodificar
"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos docesEstendendo-me os braços, e segurosDe que seria bom que eu os ouvisseQuando me dizem: "vem por aqui!"Eu olho-os com olhos lassos,(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)E cruzo os braços,E nunca vou por ali...A minha glória é esta:Criar desumanidades!Não acompanhar ninguém.— Que eu vivo com o mesmo sem-vontadeCom que rasguei o ventre à minha mãeNão, não vou por aí! Só vou por ondeMe levam meus próprios passos...Se ao que busco saber nenhum de vós respondePor que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,Redemoinhar aos ventos,Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,A ir por aí...Se vim ao mundo, foiSó para desflorar florestas virgens,E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vósQue me dareis impulsos, ferramentas e coragemPara eu derrubar os meus obstáculos?...Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,E vós amais o que é fácil!Eu amo o Longe e a Miragem,Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,Tendes jardins, tendes canteiros,Tendes pátria, tendes tetos,E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...Eu tenho a minha Loucura !Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;Mas eu, que nunca principio nem acabo,Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,Ninguém me peça definições!Ninguém me diga: "vem por aqui"!A minha vida é um vendaval que se soltou,É uma onda que se alevantou,É um átomo a mais que se animou...Não sei por onde vou,Não sei para onde vouSei que não vou por aí!
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,Redemoinhar aos ventos,Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,A ir por aí...Se vim ao mundo, foiSó para desflorar florestas virgens,E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vósQue me dareis impulsos, ferramentas e coragemPara eu derrubar os meus obstáculos?...Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,E vós amais o que é fácil!Eu amo o Longe e a Miragem,Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,Tendes jardins, tendes canteiros,Tendes pátria, tendes tetos,E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...Eu tenho a minha Loucura !Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;Mas eu, que nunca principio nem acabo,Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,Ninguém me peça definições!Ninguém me diga: "vem por aqui"!A minha vida é um vendaval que se soltou,É uma onda que se alevantou,É um átomo a mais que se animou...Não sei por onde vou,Não sei para onde vouSei que não vou por aí!
Puto, -as, -are, -aui, -atum.
Não tem havido muita vontade de escrever as coisas que têm acontecido. Tenho pensado nelas. Tenho imaginado como seriam as coisas, se tivesse escolhido outro caminho, outros conselhos, outras estratégias.
Paro,
Penso,
Gosto de estar aqui no meu canto, assim, inerte.
Feliz Dia das Mães*
Paro,
Penso,
Gosto de estar aqui no meu canto, assim, inerte.
Feliz Dia das Mães*
domingo, abril 26, 2009
Os Lusíadas, C. VIII, Est. 30
segunda-feira, abril 13, 2009
domingo, abril 12, 2009
quinta-feira, abril 09, 2009
sábado, abril 04, 2009
Foi-se
O meu smart phone foi-se há um mês e duas semanas, o que significa que dentro de uma semana a loja entra em contacto comigo a dizer: - Sr. C., por favor venha buscar o cheque gordo que a companhia de seguros enviou.
Lá vou eu, guastarei o mínimo, nalgo com menos funcionalidades!!
O toutch é uma ilusão, acreditem.
quinta-feira, abril 02, 2009
Logo compro a II

Dá mesmo que pensar. Não em ser traficnate, claro, mas sim ver que por vezes, por mais que tentemos, não conseguimos dar volta às situações. Há momentos que nos tornam impotentes e fracos, vendo diante de nós toda uma evolução. Não é preciso sermos pais, mães ou autoridades.
A série vale por isso. Não pelas perifécias da droga.
Bom resto de semana.
quarta-feira, abril 01, 2009
domingo, março 29, 2009
Domingo
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Sobre a mão Se pegasses na minha mão e me guiasses pelo Parnaso, Os meus dias seriam menos sedentos e sombrios, Sem os espasmos de sofr...
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Porque pela tua essência que eu me apaixonei e é pela leveza dos teus gestos e palavras que eu me continuarei a apaixonar. Contigo voltei a...



