segunda-feira, janeiro 09, 2012

Voltou

Já não sentia isto há muito.
Não tenho saudades. Quero que desapareça e continue como era dantes.
Desespero.
Farto.
Quero Voltar ao meu eu.
Onde o perdi?

terça-feira, novembro 01, 2011

Não te aplicas

Continuas a dar-me as mãos no sentido contrário e depois não sabes porque é que bato a porta no meio da noite e termino em bordéus, rodeado de prostitutas.
Elas ao menos perguntam-me o que tenho, nem que seja pelo valor de uma nota de 50...
Desabafo;
Dizem que lhes dou prazer;
Volto para casa mais aliviado, sem paciência para te ouvir e durmo bem.

Papéis

Há dias que não descia as escadas e olhava para a quantidade de caixas que tenho dentro da minha cave.
Algumas abertas, outras rasgadas, onde as folhas de papel aparecem ratadas pelas traças. Papéis com muita ou pouca relevância que outrora tiveram algum peso nos meus dias. Ou simplesmente peso nalgumas das minhas horas.
deixo-o assim, ratadinhos, pois os mais importantes ficam guardados na minha cabeceira.

*suspiro*

Hoje acordei, mais uma vez, às 5h30AM e apeteceu-me escrever naquele caderno que tenho escondido debaixo das fotocópias :)

Para ti, num feriado de todos os santos

Seria muito mais fácil sorrires nestes dias que o sol tem-se avizinhado ou até mesmo quando temos a lareira acesa, para recordares os momentos, os sabores e os cheiros que vais deixar para trás por algum tempo.
Seria mais fácil se abdicasses dos teus momentos de melancolia e desses mais sorrisos e fizesses piadas ou até te aplicasses em partilhar disparates, para que todo o cinzento que pintas sobre o arco-íris desaparecesse.
Seria fácil mandares mensagens de madrugada, quando não consegues dormir, para que eu pudesse responder-te sempre com um smile, partilhando as horas que passas acordada a olhar para o teu candeeiro.
Seria?
Poderá não ser, mas se não tentares, continuarás com o teu guarda-chuva aberto. Estarei aqui. Partilha, para que não me sinta obrigado a tirar-te as palavras.

quinta-feira, outubro 13, 2011

Guardo-os

no telemóvel e numa agenda velha, pois não quero que venham parar aqui.

Ressentimentos

com uma sociedade, com uma cultura, com uma política que teimo em não compreender, onde o ser-se económico visa, sobretudo, tirar da classe operária e de desenvolvimento de um país e entenda-se do bem da educação, direitos.
O país assusta-me, tal como os tiranos dos tempos antigos que andei a traduzir.
Revolução, aceitação, indignação?
Risco a do meio, por não ser uma virtude, mas sim um nome que não nos deverá assistir.

catos

Por mais que goste de catos, eles são, sem dúvida, plantas perigosas que nos podem magoar por simples defesa ou pela nossa distração, levando-nos a ter dores que duram, perduram e vão desaparecendo à medida que o esquecimento da mesma venha a desvanecer-se com tempo.
Continuarei a regar-te, mesmo sabendo que me magoes.
Não haverá explicação.
Sentindo-me vítima, irei por-te numa janela. Aquela que menos me debruço, para que lá te sintas sozinho e não me ponhas com dores e que reflitas que os teus picos, à mão do teu criador, deverão ser menos abrasivos.

terça-feira, agosto 30, 2011

No mexicano

O cenário teria sido perfeito, pois havia velas, candeeiros, música à preceito, de frente para o rio, cortinas coloridas e, à nossa frente, um jarro de Margarita.
Todavia um aniversário tem sempre as suas particularidades, afinidades e interesses de cada um querer ficar do lado de quem mais conhece, para que não corram o risco de ficarem calados durante toda a noite. Se calhar falhámos na escolha e teria sido mais proveitoso para não se dizer o que se pensa e ouvir-se o que se quer, quando os olhares já estariam turvos há mais de 24 horas.
Discute-se, deita-se o fel, dizem-se as verdades, por mais que nos custe dizer e a outra parte ouvir.
Se calhar por termos demasiada confiança.
Se calhar por eu dar demasiada.
Se calhar.

O melhor é cada um ficar no seu canto durante uns dias, como já aconteceu. Deve ser a tua crise dos 30 e tal. Comigo, ser assim, é uma constante, mesmo eu sabendo que tenho razão no assunto específico-referenciado.

Hoje é dia de Comporta, fotografias e beijos. Por isso, vou fazer com que não sinta a tua falta, mas, à noite, tenho a certeza que, vou pensar em ti.

Bom trabalho*

domingo, agosto 28, 2011

Domingo

Ainda vou no início do dia e não sei o que fazer. Não tenho nada definido.
Posso apanhar uns banhos de sol, ouvindo as crianças de um lado para o outro a gritarem no areal; posso ficar na cama, ou na sala, a ver um filme; posso passear pelas amoreiras durante uma hora ou posso entrar em stress por causa dos concursos e pela minha colocação que poderá sair amanhã.
Tanto posso + infinitivo... Raio de construção! Quererá dizer algo.

Quanto às metáforas...

De facto, falo por metáforas e algumas são um quanto antitéticas, pelo facto de querer adequar o meu discurso ao que verdadeiramente quero, através de tropos. Possivelmente para muitos o que acabei de escrever não faz qualquer sentido.
Adiante...
O que quero dizer, por vezes, vai contra o que verdadeiramente quero, porque é assim que funciona uma verdadeira ficção, narração ou mero conto oral. É através dos mal entendidos, da ambiguidade de informação e das metáforas que conseguimos ver se, efectivamente, as pessoas nos conseguem acompanhar.
Se alguém ficar para trás, basta, simplesmente, termos duas escolhas:

- ou deixá-la no fundo para que compreenda;
- ou ir buscá-la pela mão e fazer com que nos acompanhe.

Não digo que a minha vida seja um romance metafórico e que tudo o que digo seja mero recurso linguístico complexo ou incompreensível. Quero, somente, que as pessoas que fazem parte de mim, sejam os meus leitores e que compreendam os meus actos e consigam virar a página.


 Sobre a mão Se pegasses na minha mão e me guiasses pelo Parnaso, Os meus dias seriam menos sedentos e sombrios, Sem os espasmos de sofr...