
O filme retrata, basicamente, uma pequena parte da vida da “odiada”, ou da “austríaca”, como era chamada pelo povo francês. Uma imagem muito particular da realizadora, que, embora faltem alguns factos históricos importantes, assim como episódios conhecidos, como foi o caso do “colar de diamantes”, nos deixa uma amostra muito peculiar da vida da rainha. Quanto ao Rei... bem, a imagem é aquela que me lembro das aulas de francês: fraco e vacilante... pelo menos na cama!
É belo de se ver como Marrie se deliciava nas suas festas luxuosas e algumas luxuriosas, pelo menos segundo alguns historiadores... Um misto de sensualidade e delicadeza de olhares é o que tiro do filme.
Quanto à imagem que tenho da Antoinette histórica... bem, acreditem que era muito pior: uma mulher que gostava de gastar, esbanjar e que se estava nas tintas para o povo! Para quê se preocupar com a falta de pão para o povo quando ela podia comer lagosta e paris brest sempre que lhe apetecesse? Pois é, mas graças a isso e a outras coisas a senhora, por ironia do destino, perdeu a cabeça!
O filme não tem muito valor histórico... e até brinca com algumas imagens, como é o caso das sapatilhas all stars ao lado dos finos sapatos de cetim, ou um minuete ao som de uma música alternativa dos nossos dias.
Parece-me que a rainha singrou, ou pelo menos seria este o gosto da realizadora.
Eu ou à favor das Antoniettas... Sem guilhotinas, claro!
Bom resto de semana****