

Aí está uma das cidades que qualquer português deva conhecer, antes mesmo de ir ao Algarve.
A praia é moda, é uma questão de status, embora também seja lazer... Mas pergunto-me:
Será que conhecer um pouco das nossas origens não será mais profícuo para a nossa própria identidade cultural?
A pergunta fica no ar e a dica de Guimarães fica atirada.
A cidade tem pedaços bem definidos do que foi o “Berço de Portugal”, de história, historietas, lendas, artefactos, inscrições latinas e galaico-portuguesas, que a cada virar de esquina nos deparamos. As suas fundições remontam ao século XII, com um leque de nomes que deviam fazer parte da nossa consciência histórica.
Pode-se visitar a Muralha, circundante a toda a antiga cidade medieval, o Museu Alberto Sampaio e o antigo castelo. Há também o Paço Ducal, fundado por Afonso, em 1422, não o Afonso Henriques, pois esse é bem anterior... Erros relacionados por nomes iguais que ouvi nos claustros do Paço quando um certo senhor, com um ar pomposo e bem (re)formado dizia: “ D. Afonso Henriques habitou neste palácio.” Felizmente, tenho a mania que sou douto e que tenho uma licenciatura via ensino na vertente da Literatura e Cultura Portuguesa e fiz um comentário dizendo: “ Afonso há muitos e em três séculos ainda mais”. Quanto ao Palácio Ducal, convém salientar que só se pode visitar o r/c e o primeiro piso, pois o segundo é reservado às visitas presidenciais.
Há ainda o espaço da conhecida batalha de S. Mamede, onde a doida da Teresa desafiou o "Afonsinho", a capela de S. Miguel, com a pia baptismal do que viria a ser o senhor do Reino. Há muito mais, por isso descubram.
A título de curiosidade, sabem a origem no nome Portugal? É um nome híbrido, vindo do latim e do grego ( portus + "kalós"), dando uma tradução como "porto belo".
Foram três dias, duas noites e refeições magníficas, com pessoas genuínas, num espaço com cheiro a alfazema dos canteiros.
Logo há aniversário, amanhã também e domingo é dedicado a Coimbra.
Dictum est.