sexta-feira, abril 30, 2010
Ingresso
quinta-feira, abril 29, 2010
Especial
Era uma vez uma menina que tinha um castelo de diamantes e chamava-se Narcisa.
Veio hoje contar-nos a sua estoria. Tínhamos uma turma e alguns professores, que ouviam-na pacientemente. Tinha uns olhos de medo e uma pitada de protagonismo. Os meus brilhavam.
Tem várias particularidades e uma delas, a que nos salta à vista, são as cicatrizes no rosto. Não podemos dizer que segue a raiz etimológica do seu nome, quanto ao seu aspecto formal, mas quanto à sua beleza interior, a força e a sua vontade de expor o que faz, vale per si. É uma Narcisa de dentro para fora.
Que continue a evoluir, na sala do Ensino Especial e no Regular. Para o ano é nossa.
quarta-feira, abril 28, 2010
Assim
terça-feira, abril 27, 2010
Segunda, mas a Quarta será melhor

segunda-feira, abril 26, 2010
G.
6 meses;
Dentinhos;
Babão;
Sorri como um perdido;
Senta-se sozinho;
( Saudades de tio)
30 %
Sabes que tinha saudades daqueles fins-de-semana alucinantes? Desde adorar as aulas do mestrado, estando atento, fumando cigarros ao sol, juntamente com pessoas que se começam a revelar, marcando encontros, copos, saídas, indo a exposições, comentando e tentando compreender técnicas e conceitos aplicados, caminhando, ora para cima, ora para baixo, numa cidade de luz e calor, onde as pessoas, como formigas, nos acotovelavam ( é reflexo?) quando pisávamos as passadeiras?
E dar um almoço, depois um jantar, sair para ir ver o mar e terminar no coração da cidade, a comer bifanas, pica-paus, salada de polvo com copos de cerveja, vendo cartazes e apelos à revolução e críticas à opressão?
Voltar de metro, morto por ir à casa de banho, depois tomar um duche rápido, sentar-me no sofá, pensar que no dia seguinte… NÃO TENHO AULAS! Morrer na cama, com a janela aberta, de braços abertos na cama e levantar-me às 5h a procura de uma Aspirina…
Ok, vou imprimir umas coisas, cumprimentar e dar boa semana aos colegas, que fizeram parte do fds e depois, sigo para a praia. Quod scriptum est.
Boa semana para quem lê, trabalha, ou vive. Vou por uma t’shirt, uns jeans, os meus vela e seguir para a linha de Cascais.
Apareces?
Manda-me um toque,
Levanto o braço
E desces as escadas.
*
terça-feira, abril 20, 2010
"Ulisses", de Menéres, por António Feio.
Hoje foi dia de teatro.
Cheguei mesmo em cima do toque e meti-me rapidamente na sala. Conversei com os meninos de HGP, dando algumas recomendações da ida ao teatro. Estavam eufóricos, embora todos já tivessem visto uma peça de teatro. De facto, o sair da escola tem muito que se lhe diga, principalmente quando a visita tem como objectivo a consolidação de conhecimentos, indo ao encontro da Planificação Anual de LP, para o 6º ano de escolaridade.
Meti-os calados, iniciei os avanços tecnológicos na segunda metade do século XIX, nomeadamente na agricultura e indústria. Compreenderam, participaram e por se portarem muito bem, saímos 10 minutos antes do previsto. Foram comprar algo para comerem antes da peça e esperamos, pacientemente, pelos autocarros.
A viagem foi rápida e a peça foi uma delícia. Adoraram o Polifemo a gritar NINGUÉM! Recordei-me das minhas aulas. Dos meus alunos. Dos conteúdos. A peça é uma adaptação do Feio e, como tal, muito dinâmica e pragmática às nossas necessidades. Os deuses jogavam a aventura de Ulisses, escolhendo os caminhos, como que num paralelismo do Consílio dos deuses de Camões. Contaminou-se, adaptou e vomitou, com leveza, a ironia que fizeram os meninos rirem. Não gostei de alguns momentos, devido a troca de personagens míticas e descoordenação cronológica. Gostei das sereias, embora, na antiguidade clássica, não possuíssem rabos de peixe. Eram aves! Coisas que só os clássicos sabem.
Agora fico sentado na biblioteca. Greve da função pública. Como gosto na minha profissão.
domingo, abril 18, 2010
Jantar
Aspirina
Uma semana vertiginosa, com reuniões, apresentações, conversas, convívios e conversas filosóficas sobre a teta do ME. As gargalhadas voltaram, como era costume no MEE. O conteúdo de uma das disciplinas é muito interessante ( def. auditiva) e parece-me que estou a ser novamente cativado por aquilo.
Fases.
Há tanto por dizer, por recordar e por partilhar, mas de momento não tenho tempo. Tenho um sofá, os travesseiros, uma manta e um jantar para preparar.
( Desespero Humanista)
Se não trouxerem o vinho, nunca mais metem cá os pés, ok?
segunda-feira, abril 12, 2010
Segunda
Dia de folga:
- Queres almoçar connosco?
- Não posso, tenho que preparar aulas... obrigado!
sábado, abril 10, 2010
FL, entendimentos
Há momentos que jamias poderão ser apagados, uma vez que foram o fruto de uma construção sólida. Não fecho os olhos senão para tirar partido de vivências. Não me sinto inconsciênte pelo que escrevo, faço-o, somente, na ambição de demosntrar que há coisas que não foram apagadas e jamais serão.
Fico feliz por isso. Ficaram raízes.
Como diz a I. ALELUIA!
:O
Um supositorio, ah?
Ok, poderia ser uma flor de castanheiro.
Sábado
Sono,
Incapadicade de pensar;
Objectivos?
Praia. O que poderia querer mais?
quinta-feira, abril 08, 2010
quarta-feira, abril 07, 2010
Fuzila-me

Segui o meu caminho, fui para a POC, fiz os relatórios do PNL, tecendo comentários filosófico-pedagógicos sobre a importância da leitura no ser humano. Uma antítese em termos comparativos com o que tinha visto. A beleza sobre os preceitos da leitura ao lado da imagem grotesca e bruta da rotunda da Damaia de Baixo.
Pensei mais um pouco e cheguei à conclusão de que muitos daqueles homens, com a minha idade, também leram Uma Aventura, Os Lusíadas e alguns poemas dos nossos contemporâneos. Fizeram parte das vivências deles as mesmas coisas que fizeram da minha. Um tronco comum de conhecimentos, que a dada altura, ficaram para trás, perdidos no tempo. Lutam por um mundo ordeiro, organizado, com regras… Para isso é necessário envergarem carabinas, cassetetes e pistolas. Quando eu, para conseguir a ordem, com os meninos, basto ficar calado, sentar-me na mesa, de forma pouco ortodoxa, e olhá-los fixamente, na espera que se acalmem por eles próprios e cheguemos à uma conclusão racional do sucedido. Dizem que não é nada fácil trabalhar com crianças e adolescentes, mas dou graças às aulas do meu secundário e a Profª Manela ter-me ensinado a ter sensibilidade, para ser calmo, para atingir a ordem, na minha desordem. Também agradeço aos meus pais.
Antes de regressar, fui trocar um pneu, sentei-me na valeta e estive a espera. Não tive medo. Ouvi berros, vi as crianças do ATL voltarem com os educadores, vi o casal de doidos, sentados na esplanada habitual, vi carros, fiz chamadas, fiquei chateado pelo meu dia e agradeci nunca ter imaginado ir para a PSP, GNR ou outra sigla autoritária.
É verdade, não consegui ver o mar. Vou amanhã.
Amadora conta? Arrr, intão num connnnnta?!
segunda-feira, abril 05, 2010
Sobre a mesa
- De qual?
- De ti.
About
Independentemente de ter andado em colégios católicos, um dos quais franciscano, nunca vivi a Páscoa com devoção. Nem mesmo o sentimento da família, pois, felizmente, sempre fomos muito unidos e não era preciso um dia cristão para o sentido da união.
Sempre vi esta festa como uma fachada. Aliás, tenho visto muitas coisas na vida como fachadas. Desde os cargos que muitos desempenham, alguns nenhum, é verdade; os relacionamentos de amizade; partilha; etc.
Pergunto-me onde é que está o sentido da verdade, da união, da partilha de sentimentos, na ânsia de se atingir o topo. Vejo-me cada vez mais forçado a não partilhar, para que não saia partilhado, de forma repartida, como uma fatia de bolo.
Por falar em bolo, ainda há bolo de morango com brigadeiro, cheesecake de frutos do bosque, pudim de leite condensado, entre outras coisas. A porta está aberta.
sábado, abril 03, 2010
P.
Disseste-me que estiveste no Cabo da Roca.
Não ouvi paixão, nem ânimo de ver o mar, nem das rochas que são, seguidamente, espancadas.
Não ouvi.
Mas ouvi estive no Cabo da Roca,
E eu,
Imaginei-me lá,
Com impressões precárias de um sentimento frio, como o mar. Vi-me também com toda a força que ele bate as rochas, como manifestação do desagrado. Tornei-me parte dele e compreendi que por maior que sejamos,
Seremos sempre
Pequenos,
Pouco notados.
Valeu
De algumas conversas,
Dos jantares,
Dos olhares no metro
E...
De quê mais?
Não sei,
Pois não vivemos tudo,
Não é?
Não guardo mágoa,
nem ódio,
Alguma saudade,
De momentos projectados,
Que nunca foram realizados,
De partilhas que morreram,
Ainda antes de um dia serem fecundadas.
Aspirei beijos,
O peito aberto,
Não o que te dei nas noites de Inverno.
As pirei beijos,
O peito aberto,
Aquele que ombro que não soubemos construir,
Por sermos indolentes,
Diferentes,
Sonhadores,
Não cumpridores.
Fecha-se um ciclo,
Não me apetece.
Não te apetece.
Fechamos.
Manhã
sexta-feira, abril 02, 2010
Meu, teu, seu...
Ele já diz um determinante possessivo: MEUUU MEUUUU MEUUUUU... Basta ficar com com alguns dos brinquedos. Uma graça!
Amanhã ensino-lhe um demosntrativo, apontando para o biberon! Em 10 minutos decora tudo e no domingo de Páscoa entro nas funções sintácticas!
Coisas da 6º-feira
Eu não sou nada tradicionalista na Páscoa, mas a verdade é que hoje ainda não toquei em carne vermelha…
Daqui a nada viro um bacalhau. Sem espinhas, claro.
Christian Andresen

Imaginava-me sobre a lareira a ver todos os brinquedos a movimentar-se, imaginava-me a ser comido pelo peixe e ser encontrado, imaginava-me ao lado da bailarina e, até mesmo, dentro das labaredas.
Nunca gostei d’O Patinho Feio. Acho que a metáfora personificada é demasiado lamechas… Sempre preferi os patos com laranja. Se ele tivesse utilizado outro animal teria gostado mais… fiquei preso à imagem do protagonista, não à mensagem! Coisas de criança.
O conjunto de contos de Andresen ficou em casa dos meus avós, mas vou procurar algo online e lê-lo ao G., da mesma forma que a mamã lia para mim e para a M.
Mas fim da tarde, pois já estou atrasado!
quinta-feira, abril 01, 2010
Para hoje
Porquê tenho tudo e ao mesmo tempo tudo, que me parece nada, num desconcerto de um quarto vazio com as janelas sujas.
Procuro qualquer réstia de vida e só encontro emoções mórbidas de espantalhos desmazelados. Como estou farto de momentos cinzentos, viro as costas, fecho a porta e procuro outro compartimento, que seja mais claro, com os soalhos limpos e rasgados no tempo.
Respiro.
Transmonteites!
Gente fria.
Gente estranha.
Gente!
Natus

Na sala, as plantas tinham morrido, juntamente com os insectos e com a luz. Tudo era sombrio e convalescente. Sentei-me no sofá rasgado e imaginei a lareira acesa. Serrei os olhos. Não consegui imaginá-la, pois o cheiro a humidade entrava-me por dentro da roupa obrigando-me a coçar de 5 em 5 segundos.
Parei,
Pensei,
Não consegui imaginar mais nada. Tinha de abrir as janelas e arrastar o lixo para dentro dos sacos.
Foi o meu primeiro dia de vida.
Sol
Esquecido
Sinto, quando fecho os olhos, os beijos apertados, que eram percorridos com os nossos lábios e a força acetinada das nossas línguas, que se esfregavam, sinuosas e quentes, dentro dos nossos sentidos.
Eram sentidos, não o particípio, mais um substantivo que possui várias formas e que todas, numa sinestesia deixava-me em êxtase. Também sinto a tua respiração. E sinto outras coisas. Mas também sinto a ausência.
Sou sôfrego.
Apaixonado e congelado em pequenos momentos.
Continuo no sofá a tua espera,
Mas passas,
Abres a janela,
Fumas o cigarro olhando a rua.
Beijos?
Faz-me falta os beijos, nem que seja no sofá desalinhado, sem almofadas.
As palavras ditas têm sabor a garrafas de gin, abertas e esquecidas no chão. São palavras, sem toda a energia que lhes devia conter. Olho-te e sinto que a energia vai-se, ou acomoda-se pelo calor do quotidiano, que nos meus olhos são poças de água estagnadas .
Quero rios,
Quero momentos
Vividos
Surpreendidos
Como os beijos que guardo na memória.
Sobre a mão Se pegasses na minha mão e me guiasses pelo Parnaso, Os meus dias seriam menos sedentos e sombrios, Sem os espasmos de sofr...
-
Porque os outros se mascaram mas tu não Porque os outros usam a virtude Para comprar o que não tem perdão. Porque os outros têm medo mas...